Por que falar de Comunicação Interna?

Quando me tornei aluno de Publicidade e Propaganda, percebi que entre os colegas havia a mesma síndrome que ocorre em um time infantil de futebol. Neste ambiente, todo mundo quer ser atacante, quer marcar gol, ganhar milhões e jogar no exterior. Poucos pensam em ser os volantes, homens de contenção, aqueles que protegem sua defesa do adversário. Com a Comunicação a coisa é parecida. As pessoas querem a Criação, os louros em Cannes e os cargos incensados nas agências ou caem no cliente e viram Gerentes e Diretores de Marketing. Poucos são aqueles que preferem arregaçar as mangas, ir até o chão de fábrica e observar, em detalhes, qual a importância da informação na produtividade daqueles funcionários ou até mesmo para a qualidade de vida deles. Por isso, criei este blog.

Nos dias de hoje, o termo comunicar, do latim communicare, nunca esteve tão perto do seu sentido original: tornar comum, colocar em contato, estabelecer relação, ligar, unir. O mundo sem fronteiras obriga a todos a refinar as suas ferramentas de comunicação. Grandes distâncias foram encurtadas a uma fração de segundo e reuniões que levariam meses para serem realizadas por problemas de agenda são resolvidas em um chat de um programa de comunicação instantânea na velocidade de um clique.

Se no cotidiano das pessoas em geral este processo ainda está em fase de desenvolvimento, no mundo corporativo ele já é uma realidade. Desde a década de 90, as empresas sofreram uma transformação radical com a chegada definitiva da informática em sua estrutura organizacional. Processos foram redesenhados e funções ganharam novas atribuições. A Globalização derrubou fronteiras e estabeleceu uma nova ordem política que refletiu diretamente nas negociações comerciais em todo o planeta.

Assim, as empresas do século XXI são dotadas de uma estrutura informatizada, conectadas em tempo real e formadas, muitas vezes, por parceiros de diversas origens e situados nos quatro cantos do mundo, com costumes, culturas, idiomas e fusos horários diferentes. Para alinhar todos estes componentes, é preciso rever todo o programa de comunicação interna das organizações, deixando para trás velhos paradigmas e formas engessadas que comumente são relacionadas a um jornal mural, uma revistinha interna ou um já obsoleto sistema de correio eletrônico.

Devemos mais do que nunca repensar todo o conceito de comunicação interna, para que o ambiente das organizações não fique dissonante com o que se encontra no resto do mundo. A informação nunca esteve tão disponível e com acesso tão democrático. Na sociedade digital, segredos dificilmente resistem a uma foto tirada de um celular, ou um recado desatento deixado em um site de rede social. Por isso, as empresas têm que se antecipar aos fatos e não se tornar motivo de escárnio pelos colaboradores que, “antenados” com diversas fontes de informação, já sabem de antemão todos os movimentos da companhia, muitas vezes através da “rádio peão”.

Assim, uma informação importante roda, roda, roda… e vai parar bem longe do seu verdadeiro ponto de destino, como um bom e velho pião. Chega lá cambaleante, tonta e, quase sempre, desvirtuada, parecendo não dizer coisa com coisa.

Como evitar essa perda de dados?

Como utilizar a mobilização natural das pessoas que vivem em comunidade a favor da Comunicação?

É sobre estes e outros assuntos que iremos falar aqui neste blog!

Até a próxima!

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