Tá na boca do povo 1 – Posts, Tweets, Likes e o Neymar

Neymar vai comprar o Twitter se continuarem falando mal dele!

Nesta seção, vamos sempre abordar um tema que foi manchete na mídia e que tem tudo a ver com a nossa rádio!

Deu no GloboEsporte.com:

Use com moderação! Redes sociais estão liberadas na Seleção Brasileira.

Boleiros amam um Facebook e principalmente, o Twitter. Em 2011, já tivemos uma série de episódios em que jogadores falaram mais do que deviam e foram repreendidos por seus treinadores ou empresários. Uns bateram boca online com torcedores, outros criticaram escalações do técnico e teve até quem praticamente “cavasse sua demissão” pelo microblog, sendo imediatamente afastado do elenco.

A verdade é uma só. Os brasileiros amam as redes sociais e todo mês registram índices crescentes no uso destas ferramentas. Os jogadores de futebol não são extraterrestres, logo, também curtem dividir com colegas, parentes e fãs as suas últimas aventuras.

Sendo assim, o atual comandante do escrete canarinho e adepto das redes sociais, Mano Menezes, decidiu estabelecer os parâmetros para seus atletas antes mesmo da viagem para a Copa America, na Argentina. Conforme indica a reportagem, “Informações pessoais estão liberadas. Decisões da comissão técnica, definição de equipe para os jogos estão vetadas de serem divulgadas ou reveladas pelos atletas via redes sociais.” Como diria o Arnaldo Cesar Coelho, a regra é clara! Clareza, equidade e transparência são elementos fundamentais em qualquer relação. Bola mais que dentro dessa empresa Seleção Brasileira SA.

Mano Menezes ainda complementa: “Você não proíbe, não pode ter a ilusão de proibir coisas que são utilizadas com frequência. E isso ocorre com as redes sociais. Sempre digo que não dá para tratar homem como criança. Cada um precisa ter o entendimento claro de como as coisas devem funcionar.”

Porém, as empresas no Brasil pensam bem diferente. Um estudo recente da Manpower apontou que cerca de 55% das empresas brasileiras de certa forma controla o uso de mídias sociais no ambiente da organização, contra apenas 20% na média global. Inicialmente, esta medida até funcionava, sempre tendo as equipes de TI o papel de perseguidores e agentes da repressão, sendo que muitos deles no meio da escuridão de suas telas de desenvolvimento poderiam estar acessando livremente seus comunicadores instantâneos.

Com o advento dos netbooks, smartphones e Ipads da vida, os colaboradores não precisam mais ficar restritos ao acesso da internet via servidores da organização. Ou seja: todo papo de censura para favorecer a produtividade cai por terra e o ditado “os justos pagam pelos pecadores” torna-se ainda mais amargo.

Queridas empresas, vamos seguir o exemplo da tropa do Mano: estabelecer limites, esclarecer as regras, promover a equidade entre todos os funcionários da equipe e ter sempre o time perto de si. Respeito não se impõe, se conquista. Isso serve pra mim, pra você, pro seu chefe e até pro Neymar!

Até a próxima!

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Por que falar de Comunicação Interna?

Quando me tornei aluno de Publicidade e Propaganda, percebi que entre os colegas havia a mesma síndrome que ocorre em um time infantil de futebol. Neste ambiente, todo mundo quer ser atacante, quer marcar gol, ganhar milhões e jogar no exterior. Poucos pensam em ser os volantes, homens de contenção, aqueles que protegem sua defesa do adversário. Com a Comunicação a coisa é parecida. As pessoas querem a Criação, os louros em Cannes e os cargos incensados nas agências ou caem no cliente e viram Gerentes e Diretores de Marketing. Poucos são aqueles que preferem arregaçar as mangas, ir até o chão de fábrica e observar, em detalhes, qual a importância da informação na produtividade daqueles funcionários ou até mesmo para a qualidade de vida deles. Por isso, criei este blog.

Nos dias de hoje, o termo comunicar, do latim communicare, nunca esteve tão perto do seu sentido original: tornar comum, colocar em contato, estabelecer relação, ligar, unir. O mundo sem fronteiras obriga a todos a refinar as suas ferramentas de comunicação. Grandes distâncias foram encurtadas a uma fração de segundo e reuniões que levariam meses para serem realizadas por problemas de agenda são resolvidas em um chat de um programa de comunicação instantânea na velocidade de um clique.

Se no cotidiano das pessoas em geral este processo ainda está em fase de desenvolvimento, no mundo corporativo ele já é uma realidade. Desde a década de 90, as empresas sofreram uma transformação radical com a chegada definitiva da informática em sua estrutura organizacional. Processos foram redesenhados e funções ganharam novas atribuições. A Globalização derrubou fronteiras e estabeleceu uma nova ordem política que refletiu diretamente nas negociações comerciais em todo o planeta.

Assim, as empresas do século XXI são dotadas de uma estrutura informatizada, conectadas em tempo real e formadas, muitas vezes, por parceiros de diversas origens e situados nos quatro cantos do mundo, com costumes, culturas, idiomas e fusos horários diferentes. Para alinhar todos estes componentes, é preciso rever todo o programa de comunicação interna das organizações, deixando para trás velhos paradigmas e formas engessadas que comumente são relacionadas a um jornal mural, uma revistinha interna ou um já obsoleto sistema de correio eletrônico.

Devemos mais do que nunca repensar todo o conceito de comunicação interna, para que o ambiente das organizações não fique dissonante com o que se encontra no resto do mundo. A informação nunca esteve tão disponível e com acesso tão democrático. Na sociedade digital, segredos dificilmente resistem a uma foto tirada de um celular, ou um recado desatento deixado em um site de rede social. Por isso, as empresas têm que se antecipar aos fatos e não se tornar motivo de escárnio pelos colaboradores que, “antenados” com diversas fontes de informação, já sabem de antemão todos os movimentos da companhia, muitas vezes através da “rádio peão”.

Assim, uma informação importante roda, roda, roda… e vai parar bem longe do seu verdadeiro ponto de destino, como um bom e velho pião. Chega lá cambaleante, tonta e, quase sempre, desvirtuada, parecendo não dizer coisa com coisa.

Como evitar essa perda de dados?

Como utilizar a mobilização natural das pessoas que vivem em comunidade a favor da Comunicação?

É sobre estes e outros assuntos que iremos falar aqui neste blog!

Até a próxima!