Quem ama, não bloqueia

O video que pode ser acessado no link abaixo chegou até mim através do twitter da Heather LeFevre (@hklefevre), diretora de planejamento da StrawberryFrog Amsterdam e, curiosamente, traz uma estatística da pesquisa “Melhores Empresas para Trabalhar”, do Great Place to Work Institute, consultoria para a qual já trabalhei por um tempo:

None of the 100 best companies to work for block access to social media

Em entrevista sobre o assunto, Erin Lieberman Moran (Senior VP do Great Place to Work Institute) discorre um pouco sobre este tema. Eu destacaria a seguinte passagem:

 “If you are hiring great talents (…) you need to trust them to make the right kind of decisions.”

Nada mais a declarar.

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Queremos você! E você, e você também, e quem sabe você…

Meu post de hoje é bastante simples, direto e objetivo.

Qual a formação ideal para um colaborador da área de Comunicação Interna?

Precisa mesmo recorrer quase sempre ao Marketing, área cuja formação acadêmica é bem mais indicada para pessoas com perfil analítico, facilidade com finanças, conhecimento de logística, dentre outros aspectos menos estratégicos de imediato para a função da Comunicação?

E por que não incluir os publicitários? No post de ontem disse que cada vez mais devemos aproximar as mensagens internas da empresa ao clima oferecido pela marca a seu público externo. Então, por que os criativos e estratégicos planejadores, redatores e afins ficam de fora dessa disputa?

Essa vaga nem é das piores. Já vi convite semelhante para Engenheiros (oi?) e Administradores.

A verdade é: a maioria dos recrutadores parece não saber o que quer. Convida você, seu vizinho, seu amigo, um primo, a namorada, o tio da antiga, um funcionário desalocado de outra área, etc. E muitas vezes, a coisa não dá certo. As ações ficam na mesmice e nada de novo é oferecido aos colaboradores.

Há escassez de talentos? Há, principalmente em funções técnicas. Mas há escassez também na renovação de processos de recrutamento e seleção. Se vamos partir para uma visão holística, então que se analisem pessoas e não diplomas de graduação.

Primeiro procure entender de que perfil profissional você precisa para atender a sua área. Depos, vá atrás de talentos. Ficar na caixinha ou agarrar-se a velhos paradigmas não vai ajudar em nada.

Tá na boca do povo 2 – Quem serei eu amanhã?

Uma das principais notícias do dia de hoje foi a constatação da real possibilidade de o mercado brasileiro assistir a uma nova fusão de varejistas do setor de supermercados. O Carrefour confirmou uma proposta de fusão de seus ativos no país com o grupo Pão de Açúcar, através de uma oferta do fundo Gama, controlado pelo BTG Pactual e com suporte do BNDES. Entretanto, a operação ainda deve permanecer alguns dias (talvez meses) na esfera econômica, já que atualmente o grupo de Abílio Diniz tem como principal parceiro a rede francesa Casino, arquirrival do Carrefour em seu país de origem.

Debates sobre legalidade, cartelização, rasteiras e loucuras a parte, o mais importante é refletir em como devem estar se sentindo atualmente os colaboradores do Grupo Pão de Açúcar. Nos últimos anos, eles já passaram por diversos momentos semelhantes, com aquisições ou transformações de várias marcas da organização. Alguns podem ter sido ABC, depois Barateiro, tiveram momentos de Sendas, outros Bon Marché, houve quem fosse SuperEx, a maioria virou Extra, outros são Assai. Sem falar das recentes incorporações no segmento de eletrodomésticos, com Ponto Frio e Casas Bahia.

A imagem já está inclusive desatualizada, mais marcas fazem parte desse universo.

Afinal, quem serei eu amanhã?

Neste momento, os líderes devem agir de forma mais transparente possível com seus liderados. A maioria deles provavelmente sabe tanto quanto eu ou você, mas isso precisa ficar claro. Operações como esta são longas, demoradas, desgastantes e nem sempre ocorrem sem traumas. O ideal é evitar a sensação de pânico e de mergulho no vazio, pois um boato surgido em um hipermercado de Curitiba chega em uma lojinha de Fortaleza em dois tempos.

O twitter do Grupo Pão de Açúcar (@imprensaGPA) limitou-se a publicar somente o comunicado oficial, que reproduz basicamente o que está sendo dito na imprensa, que por sua vez já especula, traça cenários e chega até a listar um provável passo-a-passo da transação.

Os responsáveis pela Comunicação Interna de cada uma das empresas e os respectivos gestores de Recursos Humanos precisam estar atentos a tudo que for divulgado pela mídia e sempre fornecer a sua versão dos fatos, se houver. Mais vale um “não tenho a menor ideia do que irá acontecer conosco” sincero do que frases entrecortadas, achismos desenfreados ou a boa e velha tática do pânico, ou seja, aproveitar o clima de mudança radical para punir funcionários ou garantir o controle do poder pelo medo.

Em post da blogueira de economia Thais Herédia, do site G1, percebemos a diferença de atitudes entre os grupos envolvidos na transação:

“A noticia foi recebida com surpresa e alguma preocupação pelos funcionários do Pão de Açúcar no Brasil. Mesmo os diretores mais importantes do CBD souberam da novidade pela imprensa. Pela lei francesa, como o Grupo Carrefour tem ações em bolsa de valores, ele é obrigado a informar imediatamente alguma negociação ou possível mudança acionária ao mercado.

Por isso, o anúncio foi feito pela direção do Carrefour em Paris, sem o conhecimento ou a participação da diretoria do grupo aqui no Brasil. Logo no início da manhã desta terça-feira, os diretores do Carrefour se reuniram em teleconferência para ouvir a novidade por meio de Luiz Fazzio, presidente da operação brasileira.”

Reuniões olho no olho para conversas francas e esclarecimento de dúvidas, comunicados oficiais antes de massificação na imprensa, visita a todos os setores e preparação para gestão de eventuais crises são algumas das ações obrigatórias que os líderes do grupo podem executar para minimizar maiores danos.