Tá na boca do povo 3 – Barba, cabelo e bigode

Uma das notícias mais comentadas da semana foi a decisão do TRT-BA que derrubou uma ação de 2010 na qual o Bradesco havia sido condenado a pagar R$100.000 de indenização por proibir seus funcionários de usarem barba, como mostra reportagem da Folha de São Paulo de hoje.

O assunto é polêmico e perpassa diversas discussões pró e contra temas como abuso de autoridade, preconceito, desrespeito a direitos individuais, etc. Mas fiquemos apenas com um trecho da matéria:

“Flávio Oliveira, conselheiro da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, diz que o banco não reclama de forma explícita com os funcionários, mas insinua que a aparência não está “boa”.” (grifo nosso)

Mais uma vez, volta o problema da falta de comunicação clara e transparente para os funcionários. Será que se o superintendente regional do banco visitasse uma das agências de Salvador e estivesse com barba, haveria esse tipo de insinuação?

Conceitos de garbo e elegância variam com o tempo e conforme cada cultura e nicho. Ter barba por muito tempo já foi símbolo de poder e austeridade e conheço pessoas, jovens, que deixaram a barba crescer para parecerem mais velhos e, consequentemente, mais experientes, requisito muito valorizado em alguns setores do mercado.

Não quero entrar no mérito se um bancário pode ou não usar barba, bigode, dreadlock, moicano, brinco, tatuagem e afins. Insisto novamente no ponto que considero crucial em qualquer relação: regras do jogo!

Uma vez fui participar de um processo seletivo em um hotel de categoria luxo aqui no Rio de Janeiro. Enquanto aguardava para ser entrevistado, fiquei lendo os textos que estavam no mural dos funcionários. Uma das matérias versava justamente sobre as regras para vestimentas e penteados de quem trabalhasse ali. Para se ter uma ideia, havia o modelo do coque que as mulheres deveriam portar e altura e dimensões máximas dos cortes masculinos, variados em cabelos lisos ou crespos.

Tudo isso pode parecer exagero, o esmero com o visual não é o que conta aqui nesse post. A verdade é que as regras estavam claríssimas e, pelo pouco que vi, eram seguidas por todos, independente de cargo.

Por que parece tão complicado ser claro e transparente?

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