Comunicação Interna 2.0

Em abril, a ESPM Rio lançou a revista Diálogo, direcionada para discussões no campo da Comunicação Corporativa. Dentre seus artigos, um me chamou bastante a atenção. Trata-se do Empresa 2.0: Mito e Realidade, assinado por Carlos Nepomuceno, Consultor Estratégico e Doutor em Ciência da Informação (UFF). O autor foca seu texto no impacto da disseminação das redes sociais na proliferação de conteúdos, um movimento potencializado pelo maior acesso das pessoas à banda larga a partir de 2004. Nepomuceno traça um paralelo com outro grande momento cultural histórico que impactou profundamente a forma de relacionamento entre as pessoas: a invenção da Imprensa, por Gutemberg.

Fiquemos apenas com o que nos interessa, que é a forma como as ferramentas de Comunicação Interna são tratadas pelas empresas hoje em dia. Nepomuceno atesta que a “troca constante via rede nos leva a um questionamento radical e permanente dos poderes constituídos. O cidadão se capacita informacionalmente, ganha asas, e passa a exigir da sociedade, do governo e das empresas a curto, médio e longo prazo uma nova maneira de relacionamento mais madura e menos infantilizada, pois há uma relação clara entre controle da informação e capacidade de pensar.” **

Ou seja: a Comunicação Interna nas empresas não deve ser tratada apenas como uma questão ferramental, operacional, mas sim, um desafio de gestão, que precisa estar diretamente atrelado ao Planejamento Estratégico da organização e em consonância com a Missão, a Visão e os Valores da companhia.

Se a sua marca vende ousadia, informalidade, arrojo e inovação, seus colaboradores devem ser impactados com ações do mesmo estilo no ambiente corporativo. De que adianta uma campanha espetacular e aplicada em mídias alternativas se dentro de casa ele recebe um Jornal Mural diagramado de forma simples e com um conteúdo burocrático e desinteressante? Fica parecendo macarrão com sushi.

Nepomuceno vai além. Ele acredita que as empresas devem “ter noção clara de que mudança atual é uma guinada cultural da civilização para um mundo mais descentralizado, horizontal, baseado muito mais no diálogo, no convencimento lógico do que na imposição e repetição de ideias, via mídia tradicional” **

Quando pensar em alguma ação para seus colaboradores, verifique se ela está perfeitamente em sintonia não só com os objetivos da empresa, mas se ela pode ser criada com o mesmo jeitão que a marca se mostra na rua! Nada de colocar a louça nova só pra quando tem visita. Quem é de casa merece usufruir do que é bom também, sempre!

Pergunte o que eles pensam sobre isso e procure coletar ideias junto aos colegas de todos os departamentos. O pulo do gato pode estar mais perto do que se imagina!

O exemplo que ilustra esse post é de uma ação realizada na Oi, por ocasião de uma Análise de Desempenho que servia também como Feedback dos Colaboradores.

Veja se você não reconhece esse jeitão de algum lugar!

** Fonte: Nepomuceno, Carlos. Empresa 2.0: Mito e Realidade. Revista Diálogo, ESPM RJ, Abr 2011

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