A comunicação organizacional através dos tempos – Parte 1

No princípio da civilização ocidental, a comunicação estava mais relacionada ao comportamento humano e às artes, como uma das principais armas do homem para expressar seus sentimentos. Os exemplos mais virtuosos foram o teatro na Grécia Antiga e as pinturas e esculturas no Renascimento.

Com o tempo, a atividade comercial cresceu em importância e ganhou contornos definitivos, passando a fazer parte da rotina das pessoas. A Expansão Marítima permitiu o conhecimento de novos territórios e levou para a Europa uma série de produtos jamais vistos. Divulgar estas descobertas era tarefa simples, dada à concentração de pessoas em pequenas aldeias ou mesmo agrupamentos naquelas que eram as maiores cidades do planeta na época.

O ambiente laboral até à Revolução Industrial era composto, basicamente, por oficinas de artesãos, cada qual com seu ofício, que produziam peças sob medida para seus clientes. Jóias, materiais de construção e acabamento, objetos de decoração, sapatos, bolsas, enfim, todo e qualquer produto que desejasse ser consumido pelas mais diversas classes econômicas vigentes na época era basicamente planejado, preparado e vendido em um mesmo lugar.

Desta maneira, o canal no qual a mensagem viajava entre o emissor e o receptor era simples e direto. Não havia praticamente a concorrência, cada vilarejo tinha seus comerciantes especializados, logo, comunicar-se era uma tarefa muito simples.

Dentro da oficina, o trabalho era realizado por poucas pessoas, na maioria dos casos com grau de parentesco próximo, e, portanto, não havia a menor preocupação em se estabelecer padrões de mensagens próprios e específicos. A alfabetização ainda era precária e a transmissão oral de experiências e conhecimento era a ferramenta mais adotada. Os negócios passavam de pai para filho e assim sucessivamente, criando fortes elos em cujas linhas a mensagem seguia sem sobressaltos.

Por outro lado, não havia a necessidade de comunicar-se de forma arrojada com o público externo. A sapataria da esquina não precisava queimar seus estoques para atrair mais consumidores. A oferta era feita apenas sob demanda, não havia excedente a ser comunicado e distribuído. Assim, a propaganda, nesta época, era restrita, limitando-se a formas que sinalizassem o tipo de negócio que ali se encontrava. Na frente de um armazém de especiarias, cestos com os mais diferentes temperos e ervas que exalavam perfumes exóticos eram capazes de atrair toda uma província.

Mas eis que surge na Inglaterra, em meados do século XVIII, a Revolução Industrial, impondo mudanças drásticas no meio de vida da sociedade da época. E se mudou o relacionamento entre as pessoas, a comunicação precisou acompanhar esta transformação.

Mas isso é outra história!

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One Response to A comunicação organizacional através dos tempos – Parte 1

  1. Fernando says:

    Muito bom o blog. Não é twitter, mas estou seguindo. Abs

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